Apoio à iraniana condenada à morte

O presidente Lula  manifestou-se sobre a condenação de Sakineh Mohammadi Ashtiani no Irã, oferecendo, inclusive, asilo político. Evidentemente, como expressou o presidente, não se trata de intromissão em questões de outros países, mas há razões humanitárias e -acrescentamos- de direitos humanos. Não há justificativa religiosa que justifique matar uma mulher por tentar reconstruir sua vida com outra pessoa ou, simplesmente, por querer uma relação afetiva.  E o Irã, certamente, perde pontos no plano internacional com semelhante barbárie. Está certo o presidente Lula. Para as mulheres e os defensores de direitos humanos, é mesmo uma questão de asilo político, já que nesse país, ela teria dificultada sua existência.

Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, mãe de dois filhos, está no corredor da morte na prisão de Tabriz, no noroeste do Irã, e ainda corre risco de ser executada. Por volta de 7 de julho, em consequência de um clamor internacional, os oficiais de Tabriz pediram ao chefe do judiciário iraniano que concordasse em converter a pena de morte por lapidação em execução por enforcamento.

Sakineh Mohammadi Ashtiani foi condenada em maio de 2006 por manter “relação ilícita” com dois homens e recebeu 99 chicotadas. Apesar disso, foi também condenada por “adultério enquanto casada”, o que ela nega, e condenada à morte por lapidação [apedrejamento].



(SOS) Sakineh Mohammadi Ashtiani

POR FAVOR, ENVIE OS APELOS ANTES DE 26 DE AGOSTO PARA:

Líder da República Islâmica do Irã:

Ayatollah Sayed ‘Ali Khamenei,

The Office of the Supreme Leader

Islamic Republic Street – End of Shahid Keshvar Doust Street

Teerã

República Islâmica do Irã

E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Embaixada da República Islâmica do Irã:

SE Sr. Mohsen Shaterzadeh Yazdi

Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário

SES Avenida das Nações quadra 809 lote 31

CEP: 70.421-900

Brasília / DF

Fax:               (61) 3244-9640

E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Tratamento: Exmo Sr Embaixador

COM CÓPIA PARA:
Secretário-Geral do Conselho Superior de Direitos Humanos:

Mohammad Javad Larijani

Howzeh Riassat-e Ghoveh Ghazaiyeh

Pasteur St., Vali Asr Ave., south of Serah-e Jomhouri

Teerã 1316814737

República Islâmica do Irã

Fax:    +98 21 3390 4986

E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. (na linha de assunto, escreva: FAO Mohammad Javad Larijani)

EXEMPLO DE CARTA:

[insira o nome e cargo do destinatário]

 

 

Escrevo para apelar à V. Ex.ª que Sakineh Mohammadi Ashtiani não seja executada, nem por lapidação nem por qualquer outro método de pena de morte. E peço que seja esclarecido, tanto a Sakineh Mohammadi Ashtiani quanto ao seu filho e advogados, qual é a atual condição jurídica dela.

 

Solicito, também, que seja garantido que Sajjad Qaderzadeh não será perseguido por sua manifestação de preocupação em relação à vida de sua mãe.

 

Apelo para que seja promulgada, com urgência, uma legislação que proíba a lapidação como punição legal, que também não permita outras formas de pena de morte ou açoitamento ou de prisão para os condenados por “adultério”. Peço que esta nova legislação também proíba a pena de morte ou flagelação para outros crimes.

 

Conto com sua especial atenção e agradeço, antecipadamente, qualquer informação atualizada que possa fornecer sobre a situação exposta.

 

Respeitosamente, apresento minhas cordiais saudações.

 

 

[insira seu nome completo e país]

CNDM se manifesta contra execução da iraniana Sakineh Ashtjani

 

Presa desde 2006, Sakineh foi condenada à morte por apedrejamento

O Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) se manifestou contra execução da iraniana Sakineh Ashtiani, acusada de adultério. A iniciativa foi por meio de uma carta, enviada nesta quinta-feira (5/8), ao embaixador do Irã, no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, e baseia-se se no artigo 5º, caput, e inciso XLVII da Constituição Federal. O artigo se refere à inviolabilidades do direito à vida e à proibição da pena de morte, assim como com os diversos instrumentos internacionais de que o Brasil faz parte, em particular, o 2º Protocolo Facultativo ao Pacto de Direitos Civis e Políticos com vistas à Abolição da Pena da Morte.

Presa desde 2006, Sakineh foi condenada a 99 chibatadas por adultério. Tempos depois, a reabertura do processo decidiu por sua execução, por apedrejamento. De acordo com a lei islâmica, a sharia, crimes como assas sinato, estupro, tráfico de drogas, assalto à mão armada e adultério são passíveis de serem punidos com o apedrejamento.


Fonte: CNDM

Última atualização (Sáb, 07 de Agosto de 2010 12:18)

 
Pesquisar
GTNMs no Brasil:
Login do Site: